Portal de Eventos CoPICT - UFSCar, [UFSCar Araras] XXV CIC e X CIDTI - 2018

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RÚCULA FERTIRRIGADA COM ÁGUA RESIDUÁRIA DE PISCICULTURA
Davi Schmidt, Allan Gabriel Ferreira Dias, Heloísa Valéria dos Santos, Janaina Della Torre Silva, Luciana Thie Seki Dias

Última alteração: 2020-03-09

Resumo


A integração da agricultura com a aquicultura é uma alternativa sustentável em relação à utilização dos recursos hídricos, que se tornam cada vez mais escassos, uma vez que é possível produzir duas ou mais culturas utilizando-se da mesma água, gerando maior diversidade de produção, reciclagem de nutrientes e economia de água e fertilizantes. Objetivou-se avaliar se a água residuária da piscicultura, com ou sem probiótico, atende as exigências nutricionais da rúcula (Eruca sativa Mill.). O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em vasos contendo solo argiloso e distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos (água residuária de piscicultura com e sem probióticos (Bacilus subtilis e B. cereus) sem adubação, água residuária de piscicultura com e sem probióticos com 50% do total recomendado de adubação e água residuária de piscicultura com e sem probióticos com 100% do total recomendado para a cultura) com quatro repetições, sendo feitas duas avaliações (15 e 30 dias) após o plantio. A água residuária da piscicultura utilizada foi proveniente da criação de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus L., 1758) em tanques de 100 L com densidade de 50 peixes, e a fertirrigação das plantas foi feita manualmente, duas vezes ao dia. Após verificadas as pressuposições de normalidade dos erros e homogeneidade das variâncias, os dados foram analisados com o auxílio do teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade, ambos pelo procedimento GLM do SAS®. Aos 15 dias após plantio verificou-se maior altura (cm) (P<0,05) nas rúculas fertirrigadas com 100% da dose recomendada de adubação + água residuária da piscicultura com probióticos (13,63) e menor altura nas plantas que receberam água residuária da piscicultura com probióticos (10,60), seguidas das que receberam apenas água residuária da piscicultura (9,55). Quanto ao número de folhas, os maiores valores (P<0,05) foram obtidos nas rúculas fertirrigadas com 100% da dose recomendada de adubação + água residuária da piscicultura com probióticos (25,50), seguidas pelas rúculas fertirrigadas com 50% da dose recomendada de adubação + água residuária da piscicultura com probióticos (15,25), água residuária da piscicultura com probióticos (16,25) e apenas água residuária da piscicultura (15,75), as quais não diferiram entre si (P>0,05). Aos 30 dias as rúculas com menores alturas foram encontradas quando da fertirrigação apenas com água residuária e água residuária com probióticos quando comparadas as rúculas fertirrigadas com água residuária da piscicultura, com ou sem probióticos, complementadas com 50 e 100% da dose recomendada de adubação para a cultura (P<0,05). O número de folhas foi maior (P<0,05) para as rúculas fertirrigadas com água de piscicultura + 100% da dose recomendada de adubação (50,25), seguidas pelas plantas fertirrigadas com água residuária + 50% da dose de adubo (47,25), água de piscicultura com probióticos + 100% da dose recomendada de adubação (44,25), água residuária com probiótico + 50% da dose de adubação (37,75), apenas água residuária (34,00) e, água residuária com probiótico (23,50), sendo o pior resultado. Conclui-se que apenas a água residuária da piscicultura, com ou sem probióticos, não é capaz de atender as exigências nutricionais da rúcula.


Palavras-chave


Aquicultura; Eruca sativa Mill.; Probiótico