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ETNOBOTÂNICA DE PLANTAS MEDICINAIS EM UM MUNICÍPIO DO SUDOESTE PAULISTA, BRASIL
Fernando Periotto, Gabriela Vieira Urushimoto da Silva

Última alteração: 2019-10-16

Resumo


O presente estudo abordou o levantamento etnobotânico de plantas medicinais em um município do Sudoeste Paulista, Campina do Monte Alegre, com foco na preservação da memória e da sabedoria popular como modo de proteção aos saberes empíricos de uma comunidade sobre vegetais utilizados como plantas medicinais. O estudo foi realizado mediante visitas às residências dos moradores e durante as entrevistas, um questionário semiestruturado foi aplicado com perguntas fechadas e abertas, abordando o uso de plantas com fim medicinal. Ao todo foram realizadas 20 entrevistas, resultando em 202 espécies botânicas com potenciais usos medicinais. As espécies mais citadas foram Mentha spicata L.; Petroselinum crispum (Mill.) Nym.; Plecthanthus barbatus Andrews.; Mentha pulegium L.; Cymbopogon citratus (DC.) Stapf; Aloe vera (L.) Burm. f.; Phyllanthus ninuri L.; e Arnica montana L., sendo as partes mais utilizadas, as folhas e a forma de preparo mais comum dessas partes são através de chás. Dado importante foi que 65% dos entrevistados mencionaram que o conhecimento aqui estudado é adquirido através da tradição familiar, de forma oral e por observação, de modo que a maioria das plantas obtém-se através de cultivo doméstico próprio.

Palavras-chave


Etnoecologia, Fitoterapia, Produtos naturais, Ervas, Conhecimento popular

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