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ESTUDO HISTOLÓGICO DAS BRÂNQUIAS DO MOLUSCO MYTELLA FALCATA COMO INDICADOR DE POLUIÇÃO NO ESTUÁRIO DE SANTOS.
Maristela Lino Candido Cassita, José Augusto de Oliveira David

Última alteração: 2019-10-16

Resumo


Moluscos bivalves são capazes de absorver poluentes do ambiente devido ao seu hábito séssil filtrador; podendo levar a distúrbios teciduais e celulares em suas brânquias. Este projeto busca analisar moluscos da espécie Mytella falcata, como bioindicadores de condições ambientais atualizadas do estuário de Santos. Para realização do presente estudo foi realizada uma coleta única de 10 bivalves para cada um dos três pontos, que apresentam diferentes níveis de poluição. O ponto A está localizado no Rio Branco e não apresenta impacto de indústrias. O ponto B está localizado na Ilha Barnabé, em frente ao porto de Santos, e está sob a influência de indústria e do tráfego de embarcações. O ponto C está localizado próximo à Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA). Os animais coletados tiveram fragmentos das brânquia dissecados, fixados em formol tamponado 10% e processados segundo rotina histológica para inclusão em parafina. Os cortes dos tecidos foram corados com hematoxilina e eosina e montados em bálsamo do Canadá para identificação das alterações morfológicas em microscópio com aumento de até 400x . A análise das amostras evidenciaram a presença de tumores nos bivalves do ponto B, localizado próximo a Ilha Barnabé onde operam caldeiras industriais. Tais alterações morfológicas não foram observadas em animais coletados nos outros pontos amostrais, apontando a possibilidade de maiores danos aos organismos ligados à poluição neste único ponto.


Palavras-chave


Histologia, Bivalves, Bioindicador