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Estudo estrutural e morfológico de cristais de Bi2MoO6 dopados com íons Tb3+ obtidos pelo método hidrotermal assistido por micro-ondas
Wanderson Eustáquio da Luz, Fabio Augusto Pires, Ivo Mateus Pinatti, Elson Longo, Ieda Lucia Viana Rosa

Última alteração: 2019-10-03

Resumo


Cristais inorgânicos possuem diversas aplicações no desenvolvimento de materiais funcionais, como fotocatalisadores, fósforos, sensores de gás, upconverters, dentre outros e, por isso, seu estudo atrai grande atenção devido ao valor que agregam para as áreas científica e tecnológica. As matrizes de molibdatos são consideradas boas redes hospedeiras para materiais luminescentes, por apresentarem estabilidade química, fisica e térmica, bem como alto coeficiente de absorção de raios-X e alta geração de luz [1]. O íon Bi3+ como contra-íon da matriz apresenta carga, raio e esfera de coordenação similares aos íons terras-raras trivalentes, além de não apresentar toxicidade a humanos nem ao meio ambiente [2]. Existem registros na literatura de molibdatos de bismuto aplicados em dispositivos ópticos, semicondutores, cerâmicos, como catalisadores em processos oxidativos e fotocatalisadores [3]. Neste trabalho, cristais de molibdato de bismuto dopados com diferentes concentrações de íons térbio (III) serão sintetizados pelo método hidrotermal assistido por micro-ondas. As amostras serão analisadas por difração de raios-X para verificação da organização do material à longa distância, de forma a identificar as fases cristalográficas obtidas. Através das micrografias obtidas por microscopia eletrônica de varredura (MEV), será observada a morfologia do material e o comportamento de formação e crescimento dos cristais. A análise por Raman identificará os modos vibracionais esperados para essa classe de composto, permitindo analisar a organização da rede cristalina à curto alcance. Medidas de reflectância difusa na região do UV-Vis permitirão estimar os band gaps para cada amostra do material estudado.


Palavras-chave


Molibdato de Bismuto, Térbio (III), Método Hidrotermal

Referências


[1] A. P. A. Marques, F. V. Motta, M. A. Cruz, J. A. Varela, E. Longo, I. L.V. Rosa. Solid State Ionics, 202, 54-59, 2011.

 

[2] M. Shakibaie, H. Forootanfar, A. Ameri, M. Adeli-Sardou, M. Jafari, H. R. Rahimi. IET nanobiotechnology, 12, 653-657, 2018.

 

[3] M. Imani, M. Farajnezhad, A. Tadjarodi. Materials Research Bulletin, 87, 92-101, 2017.