Última alteração: 2019-10-10
Resumo
Introdução
As ciências da taxonomia se propõem a classificar os organismos em uma linguagem universal a fim de melhorar o acesso e a comunicação de informações referentes à biodiversidade e sua conservação. Dessa maneira, se vê necessário identificar e reconhecer as formas de vida para que políticas de conservação sejam efetivadas. A escolha de larvas de odonatos para descrição taxonômica se deve ao fato de sua ampla utilização em estudos de biomonitoramento da qualidade da água, de avaliações de ambientes degradados, e em estudos sobre sucessão ecológica e efeitos de mudanças climáticas.
Objetivos
Este trabalho teve como objetivo realizar a descrição do último instar larval de diferentes espécies da ordem Odonata e agregar ao conhecimento taxonômico do grupo.
Metodologia
As larvas coletadas em campo, foram criadas em laboratório até emergência do adulto. De posse do imago foi possível realizar a associação desse indivíduo com sua exúvia. A terminologia utilizada para a descrição do último instar larval seguiu as recomendações da Societas Internationalis Odoatologica (SIO). A terminologia empregada para a descrição das estruturas do lábio se baseou no trabalho de Corbet (1953) e as fórmulas mandibulares se basearam na nomenclatura proposta por Watson (1956). A identificação do imago foi realizada baseada nas chaves de identificação de Garrison et al. (2010) e Lencioni (2005, 2006, 2017). Para a caracterização das larvas, foram tiradas fotografias e desenhos científicos foram feitos, de modo a representar da maneira mais visível e objetiva as estruturas morfológicas. As fotografias foram feitas com uma câmera Canon EOS 70D equipada com uma lente Canon 100mm macro e uma Lupa Leica MZ 95. As ilustrações foram realizadas no programa Adobe Illustrator® CC 2018.
Resultados e Conclusões
Duas publicações resultaram do trabalho e estão publicadas no periódico Zootaxa (Qualis A, 2019). As descrições do último instar larval de Argia smithiana (Calvert, 1909), Argia mollis (Hagen in Selys, 1865) e Franciscagrion longispinum (Machado & Bedê, 2015) foram realizadas no período de vigência do programa. Sendo o espécime de Argia mollis do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, e as outras duas espécies do Parque Nacional da Serra da Canastra.