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A Relação entre Fragilidade, Depressão e Suporte Social de Pacientes Hemodialisados
Diana Gabriela Mendes Santos, Joice Marques Pallone, Fabiana Souza Orlandi

Última alteração: 2019-09-30

Resumo


Introdução: A fragilidade é uma síndrome clínica onde os indivíduos encontram-se em estado de vulnerabilidade aumentado, em que fatores estressantes mínimos podem levar a desfechos negativos. Apesar de existir uma concepção muito forte sobre a fragilidade do ponto de vista físico, ela não é uma síndrome exclusivamente física, abarcando aspectos biopsicossociais. Uma população que possui alta incidência e prevalência de comprometimento físico e cognitivo é a de pacientes com Doença Renal Crônica, estando mais predispostos ao desenvolvimento precoce de fragilidade. Essa população sofre diversas alterações relacionadas a doença e ao tratamento como a depressão causa grande impacto na vida dos pacientes. Assim como, possuem baixo suporte social, devido as alterações no curso de vida. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo verificar e relacionar o nível de fragilidade, depressão e suporte social de pacientes com DRC em hemodiálise. Método: trata-se de uma investigação correlacional, transversal e com abordagem quantitativa, realizada com 45 pacientes em tratamento hemodialítico em um ambulatório do interior do Estado de São Paulo, que foram entrevistados de forma individual, em local privativo do referido ambulatório, após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com a aplicação dos seguintes instrumentos: caracterização sociodemográfica, o Tilburg FrailtyIndicator (TFI), a Escala de Apoio Social do Medical OutcomeStudy e o Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9). Resultados: Houve o predomínio do sexo masculino (62,2%), com parceiro fixo (64,4%), aposentados (64,4%) e média de idade de 60,38 anos. Em relação à fragilidade, obteve-se o escore médio de 6,69 anos. No TFI a pontuação média foi de 8,98, caracterizando a presença de fragilidade. O PHQ-9 obteve escore médio de 11,93 caracterizando nível moderado de depressão. Para o Suporte Social notou-se que o domínio com menor média foi o de Apoio Social de Interação Social Positiva (78,56) e a dimensão com maior pontuação foi o Apoio Social Material (93,89). Em relação a fragilidade e depressão, houve correlação positiva de forte magnitude entre o escore total do TFI e o escore total do PHQ-9 (r=0,66) com significância estatística Houve correlação negativa, de moderada magnitude, entre o escore total do TFI com a dimensão Apoio Social Afetivo (r= -0,34), com Apoio Social Emocional (r= -0,52), com Apoio de Interação Social Positiva (r=-0,37) e com Apoio Social de Informação (r= -0,47), todos com significância estatística. Conclusão: Conclui-se que a fragilidade está relacionada a presença de depressão e baixo apoio social de pacientes com DRC em tratamento hemodialítico.


Palavras-chave


Fragilidade; Depressão; Suporte Social; Insuficiência Renal Crônica; Hemodiálise