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A TECNOLOGIA ASSISTIVA EM INDIVÍDUOS COM LESÕES MOTORAS DE ORIGEM NEUROLÓGICA
André Fortini Propheta, Paulo Vinicius Braga Mendes, Débora Couto Carrijo

Última alteração: 2019-10-07

Resumo


Das sequelas neurológicas, as mais prevalentes são decorrentes de Ataque Vascular Cerebral, representando no Brasil 774 mil pessoas que tiveram sequelas com grau intenso ou muito intenso de limitações (IBGE,2015). Como forma de minimizar os impactos funcionais das sequelas, a Tecnologia Assistiva (TA) pode contribuir por caracterizar-se como uma área do conhecimento que engloba técnicas, recursos e metodologias, estudadas e aplicadas por profissionais de várias áreas que tem o intuito de “[...] potencializar as habilidades funcionais das pessoas com deficiência” ( BRASIL, 2009, p.11). Assim, os objetivos deste estudo foram identificar o uso e impacto da TA em adultos com sequelas neurológicas motoras da Unidade Saúde Escola (USE) da UFSCar. Para tanto, a pesquisa buscou conhecer o perfil de funcionalidade e necessidade de recursos de TA; identificar recursos já utilizados, finalidade, forma de acesso ao recurso, indicações e orientações recebidas sobre o uso. Foi utilizado como instrumento de coleta de dados os seguintes instrumentos: Ficha de caracterização geral, Medida de Independência Funcional (MIF), Entrevista semiestruturada, Motor Activity Log-Brasil (MAL), Quebec User Evaluation of Satisfaction with Assistive Technology (QUEST 2.0) e Medical Outcomes Study 36 – Item Short-Form Health Survey (SF – 36). A amostra inicial foi composta por 55 sujeitos, porém, após aplicação dos crité rios de inclusão e exclusão, foi realizada a aplicação dos instrumentos em 8 participantes (n=8). Dentre as características da amostra, identificou-se uma maior frequência de adultos jovens. Como resultado da MIF obteve-se a média de 108,4 pontos (±11,5) em uma escala máxima de 120 pontos, quando a independência é total. A amostra foi composta por sujeitos que se utilizavam de recursos de TA, sejam auxílios de mobilidade ou auxílios para a vida diária. Verificou-se uma relação diretamente proporcional entre o uso de TA, satisfação com o recurso de TA, e saúde mental. Todavia, a participação profissional na prescrição e orientação do recurso foi baixa (37,5%), o que não exclui orientação pós-obtenção do recurso. Esse dado pode estar relacionado, inclusive, à pequena amostra de usuários que utilizam os recursos de TA, considerando a amostra total analisada e dada a relevância do papel profissional na etapa de escolha e adequação dos recursos. Os dados contribuem para o conhecimento da realidade local, mas evidenciam aspectos importantes relacionados à adequação, indicação, abando e indicação de tecnologia assistiva discutidos na literatura nacional e internacional.

Palavras-chave


tecnologia assistiva; participação; neurologia

Referências


BERSCH, Rita. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA. . [S.l: s.n.], 2017. Disponível em: <www.assistiva.com.br>. Acesso em: 29 ago 2019.

Brasil. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva . – Brasília: CORDE, 2009. 138 p

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa nacional de saúde : 2013 : ciclos de vida : Brasil e grandes regiões. 1. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. p. 1-85.