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A FORMAÇÃO DO INTÉRPRETE DE LIBRAS E LÍNGUA PORTUGUESA PARA ATUAÇÃO NA ESFERA JURÍDICA: O QUE DIZEM OS CURRÍCULOS DE GRADUAÇÃO?

Nathalia de Lima, Vinicius Nascimento

Resumo


O objetivo deste trabalho é entender como a formação do tradutor e intérprete de Libras e Língua Portuguesa voltado para a área jurídica é abordada nos currículos dos cursos de Bacharelado em Letras Libras e Tradução e Interpretação em Libras e Língua Portuguesa ofertados pelas universidades federais. A fundamentação teórica adotada foram os estudos enunciativo-discursivos da perspectiva bakhtiniana, os estudos da tradução e interpretação da língua de sinais, e os estudos sobre a formação profissional e composição do currículo.  A metodologia utilizada para a pesquisa foi análise curricular. Através da observação das matrizes curriculares e dos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos (PPC’s) foi possível chegar até o resultado final. As ementas de cada disciplina, as bibliografias bases de cada uma delas e bibliografias complementares foram as ferramentas utilizadas para identificação das disciplinas que colaboram para a formação do profissional intérprete jurídico. Também como apoio metodológico as análises bibliográfica e documental foram usadas para observar os projetos político-pedagógicos das instituições bem como análise contrastiva para perceber as diferenças e semelhanças entre as formações oferecidas. Os dados mostram que dos oito cursos ofertados por universidades federais para a formação de tradutores e intérpretes de Libras e Língua Portuguesa, seis apresentam disciplinas teórico-práticas voltadas à atuação deste profissional na esfera jurídica. Os dados ainda revelam que a formação do tradutor e intérprete de libras nos cursos analisados são mais direcionados à área educacional. Diante das análises, conclui-se que a formação de profissionais para atuar na tradução e na interpretação de libras na esfera jurídica ainda não é um pilar comum nos recentes cursos abertos pelas universidades federais. Além disso, a demanda de profissionais para atuação no âmbito educacional acaba se sobrepondo às necessidades formativas para que estes trabalhadores atuem em outros contextos.