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Interpretando processos inflacionários como bolhas racionais
Jonatas Rodrigues Revoredo, Geraldo E. Silva, Jr.

Última alteração: 2019-10-17

Resumo


Ao longo das transformações econômicas das sociedades de mercado como a globalização e integração de mercados, a maior conectividade entre os setores, o dinamismo passou a depender da interação entre paises através da taxa de câmbio.   Sob um tal mecanismo, os preços tornaram-se mias voláteis e susceptiveis a desvios dos fundamentos de mercado conhecidos como bolhas racionais. Assim, o presente trabalho objetivou estudar processos inflacionários como bolhas racionais a partir de uma perspectiva baseada na interação ente a oferta monetária e a demanda por moeda de Cagan, a qual justifica correções via taxa de cambio para a correção de expectativas de preços futuros. Mais especificamente, o ponto focal do trabalho procurou analisar  as séries históricas do países África do Sul, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Japão, México, Noruega, Suiça, Suécia e Reino Unido.                                                  A abordagem escolhida para a análise foram os testes robustos de Dickey-Fuller Aumentado Recursivos à direita, o teste do supremo dos testes de Dickey-Fuller Aumentado quando uma janela pré-determinada percorre a serie e, também, o teste do supremo generalizado de Dickey-Fuller Aumentado, quando a janela altera o ponto inicial em toda a amostra. Da mesma sorte o uso de simulações de Monte Carlo e Wild Bootstrapping cobrem lacunas quando a possiveis distorções na amostra em relação à distribuição das séries.                                Os resultados indicaram que, excluindo os países que não tiveram a identificação de comportamentos explosivos (Suíça, Suécia, México, Colômbia e Brasil), o Reino Unido, Japão, Dinamarca e Canadá apresentaram ordem de cointegração maior que zero, de forma que não se pôde caracterizar os processos inflacionários como bolhas racionais. Contudo, a não rejeição da hipótese de não cointegração por meio do teste lambda-Max para a China, África do Sul e Noruega identifica as bolhas inflacionárias verificadas nos testes de bolhas (RADF, SADF e GSADF) como bolhas racionais.                                                  Conclui-se que paises que apresentaram politicas de correção monetária fizeram com que processos crônicos como o brasileiro não caracterizassem bolhas racionais.

 

 


Palavras-chave


hiperinflação; bolhas racionais; testes de raízes unitárias; teste-GSADF

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